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Mostrando postagens de dezembro, 2022

Diferentes ciclos, novos “eus”... Somos processos.

  Somos processos. Temos a sensação, de que momentos difíceis, jamais passam. E nos esquecemos que a vida, é estação.   Olhamos para os jardins alheios; Acreditando que suas árvores tem mais vida, frutos e cores, são mais verdes, com mais flores. Mas, na verdade, somos processos. Todos nós carregamos, o céu e o inferno, vamos de verão ao inverno, somos feitos de delícias e dores, Calmaria e tempestade.   Somos cíclicos. Passamos por renovação. E a cada fase, Me reconheço (ou conheço), em um “eu” diferente. Num estado de transição, uma hora, queda das folhas, período de introspecção, recolhimento, esperando pela Transformação. Outrora, o ressurgimento, Florescemos, reflorescemos, damos frutos, que carregam sementes, com um pouco de nós, e por meio delas, disseminamos os nossos “’eus”. Nos plantamos, em outras pessoas, Criamos raízes.     Perceba, somos importantes, Para nós e para os ...

O tempo cura?

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  "Já me disseram que o tempo 'cura', mas sabe, fiquei refletindo sobre isso e cheguei a conclusão de que eu não sei mais se acredito nisso, talvez o que realmente cure seja lidar com as situaçõs, não é mesmo? Pensa comigo, digamos que todos somos um grande armário, o tempo vai passar, como sempre, o armário pode envelhecer, pessoas vão colocar coisas dentro dele e naturalmente ele vai acumular poeira e sujeiras, que mais tarde, vão entrar (você sabe muito bem como isso funciona, limpamos e limpamos; e os armários sempre estão sujos por dentro), a questão é que se você não abre as gavetas para remexer e tirar tudo aquilo que precisa ser doado, jogado fora ou queimado, o acúmulo vai continuar ali, a poeira vai continuar ali, as suas dores antigas e ultrapassadas, que não combinam mais com você vão continuar ali... Penso que não importa, talvez você não consiga abrir as suas gavetas agora e precise de um tempo, talvez ela esteja emperrada ou precise ser aberta aos pouquinh...

- um brinde ao meu eu, que me abraça em meio ao caos.

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  Eu sabia que você viria. Senta comigo, toma uma taça de vinho, já faz um tempo que não fazemos isso. Soube que as coisas mudaram de uns tempos pra cá... Como se em segundos, com a delicadeza de um trem descarrilado, tudo virasse de cabeça para baixo, de novo, né? Eu já conheço esta história... Mas, se acalma, eu sempre estarei aqui com você... mais vinho? - um brinde ao meu eu, que me abraça em meio ao caos. Ana Lívia Nunes de Carvalho.

Comemora sim..

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Não precisa ser apenas por religião, mas celebra! Celebra por todos os seus erros, sem culpa, também pelas suas lutas diárias, sua rotina muitas vezes exaustiva e pelas suas pequenas conquistas, foi tudo isso que te fez evoluir um pouco mais este ano e você merece se recompensar de alguma forma... Faz qualquer coisa, coloca mais água no feijão, prepara só um macarrão, ou faz uma viagem se tiver condição... Convida tua família ou amigos, ou só aquele seu vizinho, que mora sozinho. Abre uma garrafa de vinho. Festeja, toma aquela breja e se permita sentir esta energia de fechamento de ciclo, acompanhado das pessoas que te fortalecem! Um dia desses, li uma crônica do heterônimo Álvaro de Campos, de Fernando Pessoa, chamada "Aniversário", que me fez repensar sobre datas comemorativas e me ascendeu uma vontade imensa de dizer: celebra. Porque, talvez daqui alguns anos estes rostos que te cercam, sejam apenas parte de um álbum de fotografias, lembranças somente, e nesse ...